Como administrar o fluxo de caixa do condomínio

Como administrar o fluxo de caixa do condomínio

Para uma boa gestão, é vital que um síndico elabore uma constante boa administração de seu fluxo de caixa e tenha uma visão além do que se entra de taxas condominiais. Portanto, a organização é a palavra-chave. Entenda mais sobre o assunto

Como administrar melhor o fluxo de caixa do condomínio? Essa é uma questão que, certamente, não pode sair da cabeça de um administrador de edifício. Logo, nesta matéria, iremos pontuar alguns aspectos relevantes do tema e propor dicas para você, síndico ou morador, se manter antenado no assunto e encontrar boas alternativas para essa melhora na gestão.

Como administrar melhor o fluxo de caixa do condomínio

O que é fluxo de caixa do condomínio?

Antes de tudo, é preciso entender o que é fluxo de caixa do condomínio. Basicamente, fluxo de caixa é a realização de um controle de movimentação financeira do prédio por um prazo determinado. Ou seja, é um registro de entradas e saídas de capital em uma visão diária, semanal, quinzenal ou mensal.

Planejamento a longo prazo

Planejar o fluxo de caixa do condomínio é pensar no futuro. Não importa que o gasto seja pequeno. Assim sendo, é recomendado que o síndico faça um levantamento financeiro e analise todos os gastos, pagamentos, receitas e investimentos que envolvem o edifício e organize essas despesas mensalmente. Tenha em mente que para a boa finalidade desse registro, tudo precisa ser documentado e exposto. Somente assim os membros do conselho fiscal terão acesso ao real histórico de utilização dos recursos.

Com o conselho fiscal havendo de fiscalizar o fluxo do condomínio, disponibilizar o fluxo de caixa atualizado contribui para que todas as partes (conselho, moradores e funcionários) consigam acompanhar a situação financeira do edifício.

Para que serve o fluxo de caixa do condomínio?

Portanto, o registro dessas informações, que pode ser feito em uma planilha simples, funciona para verificar se o condomínio está atuando no vermelho ou no azul e, se perante alguma necessidade, o edifício poderá arcar com as despesas ou precisará realizar um empréstimo bancário, por exemplo.

Além disso, o fluxo de caixa do condomínio também é essencial para pagamentos de colaboradores e fornecedores. Dessa maneira, com as informações registradas, o síndico consegue checar se é possível realizar pagamentos antes de assumir, de fato, um compromisso.

Por exemplo, se é preciso realizar uma obra ou alguma manutenção, ele consegue facilmente observar a planilha e conferir como anda a disponibilidade de recursos do seu caixa.

Estabeleça um fundo de reserva

Em suma, o fundo de reserva é um armazenamento de dinheiro que permite com que o administrador de condomínio realize investimentos futuros. A principal função deste estoque de dinheiro é auxiliar nas obras, manutenções e pagamentos de despesas emergenciais.

É importante lembrar que o fundo de reserva deve ser estipulado na previsão orçamentária realizada pelo síndico todo ano e aprovado em assembleia pelos condôminos.

Fundo de reserva na legislação

A Lei nº 4.591/64 dita que os valores do fundo de reserva devem ser instituídos por meio do regimento interno do condomínio.

Dessa maneira, a cobrança e a utilização dos valores devem ser realizados de acordo com o que consta na legislação do edifício.

É determinado que:

– O valor da contribuição conforme porcentagem da cota condominial (geralmente 5% a 10%);

– Se a cobrança será feita por prazo indeterminado ou por um determinado período;

– Se o caixa pode cobrir despesas extraordinárias e/ou ordinárias;

Como é calculado o rateio do valor.

– Qualquer mudança deve ser feita em reunião de condomínio.

Calculando o fundo de reserva do condomínio

Nas determinações anteriores comentamos que normalmente a porcentagem da taxa condominial varia de 5% a 10%. Dessa forma, se um condomínio cobra uma taxa de R$ 400,00, a contribuição para o fundo de reserva é de no máximo R$ 40,00. Porém, isso é só um exemplo. Os cálculos e valores precisam ser definidos na convenção interna.

Além disso, também é possível aplicar encargos aos moradores direcionados ao fundo de reserva. Sendo assim, o saldo do fundo de reserva sempre se manterá positivo.

Pontuamos que esses valores só podem ser contribuídos para o fundo de reserva caso seja necessário a reposição de uma quantia, caso o edifício precise de uma obra emergência ou caso haja a contratação de um serviço durante o período de locação de um imóvel. Dessa maneira, os valores não podem ser restituídos. Ou seja, toda a contribuição se torna propriedade do condomínio.

Para mais informações sobre o fundo de reserva, clique aqui.

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